A VOLTA DE QUEM NEM FOI
EP I " Cachinhos dourados"
EP II " O falso hétero"

EP III " Amor de quenga"
CHAVE DE CADEIA
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O ano era 2015. Lembro como hoje, o dia que um amigo, casado com uma amiga, me chamou para ir à praia. Essa amiga sempre foi muito próxima e após seu casamento, sempre me envolvia nos rolês da nova família. Uma família daquelas: Em termos atuais, uma família tradicional. Na praia, em meio a tanto tédio, lembro que procurava sempre me distanciar das criaturas, principalmente para não ter que testemunhar comentários sobre as outras pessoas e piadinhas sem graça a meu respeito, dirigidas a mim mesmo, como se fosse a coisa mais natural do mundo. De todo o grupo, além da minha amiga e seu esposo, valia a pena perder alguns minutos rindo e brincando com o filho de um casal, família de um irmão do tal amigo, que à época era adolescente. Percebia que ele, apesar de sempre rir das coisas sem graça, proferidas em todos os encontros, assim como eu, ficava desconfortável, mas nada podia fazer. Algum tempo depois, soube que estava namorando uma adolescente da escola. Depois dessa, sempre tinha outras.
Outros encontros ocorreram e com o tempo, fui negando os convites que minha amiga fazia, deixando claro que aquela família não era o tipo de pessoas com quem eu queria estar . Foram-se! Uns dois anos depois, encontrei o menino numa academia perto da casa deles. Estava ficando uma delícia! As redes sociais, algo que sempre nos conectou, mas sem muita interação, haviam sumido. Meus encontros com minha amiga, seu esposo e as crianças deles, continuaram. Apesar dele ser da mesma família, tem minha amiga que é louca de tudo e se preciso for, fala poucas e boas para ele, inclusive em público.
Numa bela tarde, fui convidado para um churrasco na casa da mãe da amiga. Entre uma conversa e outra, perguntei para meu amigo por onde andava o sobrinho, pois nunca mais eu o havia visto.
Em tom baixo, quase em sussurros, para que ninguém pudesse testemunhar a conversa, me disse que " estava perdido nas drogas". " É uma maconha que não tem cura, os pais mandaram até para a casa da tia em outro Estado, para ver se para de matar todo mundo de vergonha ( Carlos Priori, andou mamando algum maconheiro por aí?). " De nada adiantou...mandaram de volta e está por aí na mesma vida".
POR QUE SOMOS ASSIM?
Se você não pensou a mesma coisa que eu, parabéns! Você está em outro nível de consciência. A vulnerabilidade, na maioria dos casos, é o que torna possível o sexo com um boy não gay.
A vida seguiu e um belo fim de tarde, fuçando em uma rede social, aparece um perfil que não era estranho. Estava com o cabelo platinado e bem mais bonito do que sempre foi.
O kool tremeu. Na foto, ele estava muito bonito e aparentando os seus 23 anos, que vieram a se confirmar quando falamos, assim que eu enviei solicitação. Aceitou no mesmo segundo e já enviou uma mensagem, perguntando como eu estava, onde estava e se estava afim de fazer "algo". Amada? assim confunde e atiça. Nessas horas, se você algum dia teve cautela, não lembra quando foi. Uns minutos de conversa e sugeriu que tomássemos alguma coisa, tomasse um sorvete ( eu ri disso) e trocássemos ideia. Eu disse que estava em casa e que ele poderia aparecer. Como o conhecia desde os 15 anos e sempre tivemos uma relação de amizade tranquila, não considerei que seria um risco, mesmo sabendo do histórico recém sussurrado pelo tio.
Fui pegá-lo no local combinado. Durante o trajeto, me disse que estava trabalhando com transporte de mercadorias. Quis saber se transportava drogas e ele disse que não mais. Que o máximo que fazia, agora, era fumar um baseado, inclusive estava trazendo um pra fumar enquanto bebia. Me certifiquei da quantidade e disse que, em caso de blitz, eu diria que ele era trombadinha filho de amigos e que eu estava apenas dando uma carona. " Aí você me fode" " Não desse jeito, nem serei eu", o tranquilizei.
Cervejas, um sorvete, música e conversa. Fomos bebendo ( eu sem álcool, no truque). após umas e outras, já bem chapado, coloquei a mão sobre sua coxa grossa, e fui deslizando pra dentro do moletom. Estava dura! Segurou minha mão! ( ainda bem que não deu um tapinha) continuou a contar suas coisas e eu a jogar. Na segunda tentativa, não tirou minha mão. Apertei o caralho duro e senti um volume generoso, mas nada absurdo. Pus mão por dentro e antes que eu tentasse mais alguma coisa, ele tirou a bermuda! Quase mandei vestir de novo. Curva pra baixo, ponta fina e aparência exótica. Empurrou minha cabeça e me botou pra mamar. Babona, mas horrível de mamar aquele gancho. Fui mamando e numa infelicidade das distraídas, desci demais. Quando estava no saco, bem embaixo, senti aquela afrouxada e eis que empurra minha cabeça para o rabo. Que rabo lindo do caralho! Ficou de ladinho e conforme eu mamava aquele toba, ele gemia e forçava minha cabeça contra o rabo. Não resisti e fiz ele ficar de quatro. Nesse instante, previ as cenas seguintes e tratei de reverter a situação. Peguei uma camisinha e eu mesmo encapei o anzol do pescador. Ele deitado e eu sentava, tentando fazer aquilo encaixar. Foi. Era delicioso, mas não parava dentro, quando ele bombava. Pedi para que ele sentasse no apoio do sofá e fui no colinho....Que delícia, aquelas coxas grossas, lisas, enquanto via suas tatuagens na perna. Gozei sentando nele. Mal me levantei e ele saiu correndo tomar banho, parecia estar passando mal. Considerei queda da pressão e ofereci uma pausa. A larica bateu no cara e ele devorou um saco de amendoins que tinha para acompanhar a cerveja. Após um respiro, deitamos no sofá e ele virou o rabão, de maneira que deitei a cabeça apoiada nele. de repente, ele abaixa a bermuda novamente e lá vou eu cair de boca naquele rabo. Ele gemia muito e falava " ai...ai...com uma voz que eu não reconhecia ( me nego). Eu passei a usar o dedo e a coisa ficou quente. Pegou na minha rola e começou a bater... " Nunca chupei".
" Nem chupará hoje" , pensei e continuei com a pressão do dedo. O filho da puta começou a bater punheta e gozou comigo socando forte no cuzão, de frango assado. Foi novamente tomar banho e ficamos em silêncio, deitados. Dormimos ali mesmo, agarrados e na manhã seguinte, por volta das 5, ele me pediu pra ir levá-lo na rua perto da casa dele.
Uns dias depois, mandou mensagem e pediu pra vir em casa de novo. Em meio a conversas, falou da vida e do seu processo de transição entre a adolescência e a fase adulta, em meio ao modo de ver as coisas de seus genitores e de sua família em geral. Vi muita vulnerabilidade e percebi que estava me tornando um elo muito importante para ele, principalmente quando manifestou a preocupação de seus pais tomarem ciência de que ele andava me visitando em privado. Relembrou coisas do passado, inclusive os momentos das piadinhas quando das reuniões. Ele precisou " se perder" para se encontrar. Para minha sorte, eu me encontrei bem antes e não precisei me perder. Não seria por ele e sua rola gancho que eu me perderia. Nesse mesmo dia, sugeriu que eu fosse com ele em determinado lugar, para ele poder comprar droga. Diante da minha recusa, sugeriu que eu emprestasse o carro para ele ir. Recusei novamente e disse que ele podia contar comigo em diversos aspectos, exceto para servir de meio para que ele chegasse até onde o vício o obrigava a ir. Mesmo o conhecendo desde sua meninice, eu sabia que ele não era mais aquele adolescente que sentia vergonha ao ver seus parentes tirando sarro de tudo que fosse diferente deles. Tive ciência que mantê-lo por perto, significava problema, do mais simples, ao mais complexo. Desnecessário. Na terceira tentativa de vir em casa, eu lhe disse que não estava. Acho que entendeu o recado. me disse que ficaria off de redes sociais e ia focar no trabalho. Fiz uso do silêncio e dias depois, suas redes estavam desativadas. Aproveitei e usei a opção bloquear.
Tem maneiras de se encontrar e se perder na vida, inclusive por macho. Para você que nunca quer se perder, repita essa frase de um querido amigo:
" Se perca em uma rola, não por uma rola"
Ainda mais um gancho.
Beijo de K
Após esse dia, houve uma nova visita. Ele disse que estava se recuperando de uma infecção por Dengue e que não daria pra fazer nada. Mas avisou isso, só quando já estava em casa. Ficamos ali falando amenidades e ele contando vantagens sobre sua vida e suas conquistas. Em seguida, vendo que nada do que eu queria seria possível, resolvi levá-lo embora. Ja na porta social, ele falou que precisava usar o banheiro e retornou. Na volta, precisei utilizar meu fone de ouvido. Cadê? Ele ficava em cima de uma mesinha de cabeceira. Mais tarde, lhe enviei uma mensagem dizendo que não conseguia achar meu fone. Ele lamentou e disse que tinha um que não usava, se eu quisesse, ele me daria, gentilmente. Eu agradeci e disse que não precisava, que compraria outro. Desse dia em diante, nunca mais respondi suas mensagens, as quais ele apagou depois de dias sem resposta. Meses depois, fiquei sabendo que ele havia batido na esposa. Que vão-se os fones e fiquem as orelhas.
O VERDADEIRO PIKON
Em um ato impensado, ainda no Uber, decidi que daria meia volta e seguiria pra Sauna. Aproveitaria a chuca, o caminho feito pelo vendedor e meu ainda bem-estar, caso encontrasse o boy que eu ainda queria provar. Fui.
Ao chegar na Fox, poucos boys. Na verdade, pouca gente. Como no primeiro dia, parecia uma repetição de cena. A dona das bebidas todas, sua voz alta, o maduro, a mesa. Outro boy ocupava o lugar que antes, era do novinho de rola até então, desconhecida.
Em uma cadeira, distante, na companhia de outro boy, estava ele. De toalha, sentado. Eu pedi uma cerveja e antes que me acomodasse, ele passou a me observar e com um gesto, me convidou para a mesa. Pensei em fazer a linha mas ainda bem, acabei fazendo a simpática e fui ter com eles. Ele se apresentou e puxou a cadeira pra mim. Rapidamente, me perguntei se estava prestes a fazer o papel da de óculos que fala alto. Eu não faria isso comigo mesmo e muito menos por ele. O filho da puta é realmente um bandidinho do bem. É daquele tipo que tira, com a rola, tudo o que quiser da bicha. Mas seu ponto fraco, como a maioria dos boys, é a boca: Fala demais.
Sentei e ficamos frente a frente. O boy ao lado, era mero coadjuvante. Pra falar a verdade, nem lembro quem ele era. Talvez um fortinho parrudo, que está sempre em sua cia. Meus olhos admiravam seu corpo jovem, de aparentes 23 anos e quando desciam para a toalha, em sincronia, sua mão os guiavam e foi se abrindo o caminho que eu tanto queria percorrer. Caralho! Uma rola gigante, grossa, preta, de tom mais escuro que sua pele. Mole, adormecida. Engasguei com a bebida e um boy, que nem sei quem, se fez presente: " vai matar o cara engasgado, fulano". G. olhava em meus olhos e com cara de um puto autêntico, fechava a toalha enquanto me convidava para brincar um pouco. " Eu não gosto de brincadeira, comigo a coisa é séria". " Acabei de chegar...." mas antes que eu concluísse a fala, lembrei por qual motivo havia ido ao antro, ainda mais no contexto de dúvida e medo que me encontrava. Como em câmera, lenta, fui desfazendo tudo que comecei a dizer e em minutos, estava de pé, no quarto, com ele chupando meus peitos. Que delícia de mlk! Para quebrar o gelo que sequer existia, dei uma pausa para dizer que me sentia a Tieta, naquele quarto sombrio de puteiro, com luz avermelhada e piso de cimento queimado. Rimos e após mais uns amassos, ele deitou na cama e me puxou para cima do seu corpo. Corpo macio, carne jovem, suculenta. No cenário, ele estava ainda mais belo. Seus lábios escuros, percorriam meus peitos e pescoço, no mesmo instante que seus dedos abriam caminho ( mais, viado?) para aquela tora tentar penetrar. O pau é realmente grande e grosso. Não é brincadeira. Eu tinha certeza que rolaria apenas uma mamada e com muito esforço, o deixaria meia bomba. Deitei em seu peito e fiquei segurando aquela caceta enorme, enquanto lhe dizia, agora entender o motivo pelo qual ele ficava vestido na sauna, ou não ficava se exibindo, como a maioria o faz.
" uns boys escondem porque tem de menos, outros porque tem em excesso" falei " Com calma e jeito, vai tudo", ele rebateu.
Fui pegando e a cobra crescendo na minha mão. Tive que segurar com a boca. Ficava dura mas a danada teimava em cair (para o lado, de tão pesadona)..além de grossa, o caralho é torto, meio envergado para o lado...senhor! Suculento, cabeçudo. Duro como pedra. Eu estava quase afobada, sem saber o que fazer. Ele foi conduzindo, empurrando a minha cabeça e me fazendo engasgar. Me segurando e me deixando sufocado com aquilo. Seus dedos continuavam a percorrer. "dois" pedi. Obedeceu. Tentou me pegar de 4 pra começar. Amada? Era impossível. Eu previa o flop. Deitei de bunda pra cima e após algumas tentativas, a danada entrou. Tem umas rolas grandes que entram de tal forma, que vc se sente invadido, de verdade. Estava uma coisa deliciosa, mas eu estava incrédulo que aquela rola estava me comendo. Coloquei a mão entre nossos corpos e pude comprovar: Até o talo. Aquele saco pesado me batendo....O tesão era do caralho. Pediu pra me pegar de quatro. Fomos. Porra, pedi pra fazer de cachorrinho, com seu corpo em cima do meu, seus braços apoiados em frente aos meus. Puta que pariu. Virei ele de peito pra cima e sentei de frente. G. segurava em minha bunda enquanto eu me ajeitava e deitava em seu peito. Eu ja tinha gozado com J., sabia que seria difícil. Me pegou de pé, no meio do quarto. Pediu pra eu abaixar, me posicionou em frente a um grande espelho e meteu a rola em minha boca. Dura. Meus olhos revezavam entre a imagem real e a sua representação no espelho. O barulho de punheta pesada, o saco balançando. Ele batia forte. Eu segurava em sua bunda com uma das mãos e me apressava com a outra. Queria gozar daquele jeito. Deu umas roladas na minha cara e acabei gozando primeiro. Uma jatada farta, inundou meu rosto. Seu corpo tremia. Socou mais uma vez a rola na minha boca e foi fumar, enquanto eu ia me recompor na sauna a vapor. Nos encontramos depois no grande salão e o convidei pro vestiário. Pediu meu número ( bjo, Guh).
Eu queria de novo....mas e o outro?
SAINDO DO STAND BY
Acordei na manhã do dia seguinte e por volta das 10 fui na praia, no mesmo ponto que conheci o vendedor. Eu estava sozinho. Fui pra uma parte com pedras, um pouco afastada, mas com uma boa visualização de todo o entorno. Alguns cafuçus fumavam nas pedras. Entrei no mar e enrolei ali por uns bons minutos. Saio do mar e avisto, um pouco à frente, o vendedor com seu material de trabalho. Eu estava no alto e ele andando na areia. Me fiz ser notado. Olhei em sua direção mas não saí de onde eu estava. Ele sentou em uma cadeira e ocupou um guarda-sol que estava vazio. Começou a mexer no celular. Eu fiquei estático e um estalo me fez ir até lá. Na cabeça, apenas passar para ser visto. Eu realmente achava que o entorno da rodoviária fazia parte de um plano para derrubar uma gay sedenta. Quando cheguei perto, ele me olhou e antes que dissesse qualquer coisa, eu tomei a iniciativa: " Olha ele, o que está me enrolando"! Nos cumprimentamos com as mãos e sentei ao seu lado. " Eu te vi ali, mas você não mandou mais mensagem, achei que você tinha desistido". Conversamos sobre a cidade, sobre a praia, sobre seu trabalho e sem perda de tempo, perguntei o motivo de ter que ser na rodoviária. Ele me explicou que é por ser perto de onde ele mora e por conhecer alguns hoteis que dá pra ficar "de boa". Mas podemos ver algo aqui por perto, então, pra ficar mais perto pra você - Sugeriu. " A gente acha no Google". "Tenho que ir na auto escola, em Brotas, perto de casa mesmo." Concluiu dizendo que não era nada demorado e que umas 16 já estaria livre. Meu c.(corpo) tremia, numa mistura de dúvida e desejo. Ele disse que quando saísse da autoescola me mandaria mensagem. Fui pro calçadão. O calor era infernal. parei para me refrescar com uma água de coco, no calçadão. Meus olhos iam me conduzindo e me vi parado, enquanto chupava o canudo, de olhos duros nas coxas de um cafuçu delicioso que pedia um copo descartável ao cara dos cocos, para misturar um produto e descolorir os pelos das pernas. Ele estava com as pernas do short erguidas até onde era possível e em sua volta, outros boys faziam barulho e soltavam piadas. O coco ja havia chegado ao fim e eu ainda estava com o canudo na boca, perdido nas coxas do boy, quando fui interrompido por ele, em tom amistoso:
" Pra você que está olhando minhas coxas sem parar, pode admirar...espere eu passar o veneno..."
Enquanto falava, batia nas coxas e as exibia aos boys da rodinha, ao mesmo tempo que me atiçava.
" Eu nem estava olhando, to vendo agora de tanto que você chamou a minha atenção". " Você foi o que mais admirou. Ate o canudo está sugando sem ter mais água no coco" ( maldito)...Me perguntava se eu não tinha alguma coisa pra ele usar como luvas. O grupinho se desfez e ele já estava mais perto de mim. Antes que eu pudesse dizer algo, chega um boy mais delicioso ainda e ele fala: " E aí, pai, você sumiu.." A resposta do boy foi assim:
" Você não sabe um esquema aqui pra desbloquear celular?...Acabei de trombar um viadinho ali no calçadão, no Farol...Um Motorola novinho, zerado....Eu só cosnegui metade das instruções do mapa da criminalidade, pois minhas pernas começaram a ficar bambas e fui saindo de costas como um caranguejo, lembrando que meu celular comprado dias antes de embarcar estava no bolso. Fui almoçar.
Um boy que vendia miçangas perto do Farol tentava vender algo pra uma dupla de moças. Sem sucesso. Além de almoçar, minha intenção, na ocasião era achar um hotel para ir ter com o vendedor horas mais tarde. Não pensei duas vezes. Passei perto do Fred e ele me abordou. Expliquei que não queria os adereços, mas se teria liberdade para fazer uma pergunta um tanto ousada. Prontamente me deu garantias de que eu podia perguntar o que quisesse.
" Me fala uma coisa. Digamos que eu encontre uma pessoa para transar, andando de boa por aqui...você saberia me dizer onde posso conferir o que o baiano tem"?
Ganhei o boy, mas perderia por pura ansiedade de atender o da praia. Me disse que não conhecia e, olhando em meus olhos, segurando em minha mão, ja me marcava com uma fitinha recordação.
Olha, sua cara me diz que você é uma pimentinha e bem quente. Então, vou te dar esse colar de pimentinha. Falava isso enquanto me olhava firme e colocava o colar em meu pescoço. Eu estava louca de desejo por ele. 27 Anos, com aparência de uns 24 e um corpo básico, bastante queimado pelo Sol. Fred era belo de um jeito simples. Me disse que ali, não conhecia nenhum lugar, pois só conhecia esses hoteis perto de onde morava. Falou do "projeto" para o qual vende os adereços e enquanto tentava me vender uns colares que segundo ele, eram de prata, perguntava coisas sobre mim. Onde estava hospedado e até quando ficaria. Eu estava encantado por aquele olhar fixo e lábios corados, próximos a mim. O calor do sol era insuportável e ele ali, na tentativa de me convencer. Falou algumas sacanagens e disse que se eu quisesse, mais tarde, ele até me ajudaria a achar um local assim e que poderíamos tomar uma gelada para então, depois, ele me mostrar o calor e o tempero e a receptividade do baiano. Menti que estava sem cartão. Ele me questionou como então, eu ia pagar o hotel que estava a procurar. Expliquei que não seria pro mesmo instante. Apelou para o pix e eu para a ausência de celular. Sugeriu ir até o hotel, comigo. Escapei dizendo que não podia ir estranhos no hotel. Prometi passar no dia seguinte. Ele disse que não estaria. (e não estava, que fui ver). Prometi voltar mais tarde e ele disse que todos dizem isso mas nunca voltam. Parti com o cu em chamas e o coração apertado. Fred seguiria em minha mente pelos dias seguintes.
Foto ilustrativa, apenas
By MK
A BICHA DA LÍNGUA AZUL







Tudo rolou com naturalidade e de lá pra cá, passamos a sair com mais frequência e, consequentemente, a saber mais detalhes da vida um do outro. Me passou número do celular e me falou ser casado e ter emprego formal, informação checada e comprovada.
HOJE ELE ESTAVA INSPIRADO


Havia um ano que não nos víamos, quando esbarro com ele na rua, em uma tarde que eu estava livre. Logo fui convidado a sentir tudo aquilo de novo, mas não podia, eu estava despreparado. Trocamos meia dúzia de palavras e número de celular e cada um tomou sua direção.


By Madame K

As fotos acima são apenas ilustrativas.










